# ando meio dodói-juro-jururu.
# viva ao dia de descanso remunerado!
# 01 de maio!
# semana cuuuuuuuuuuuuurtaaaaaaaa.
# penso nos meus livros que viajam hoje pro rio.
# são três e são lindos.
# clarice, ana cristina césar e fernanda young.
# a descoberta do mundo, a teus pés, carta para alguém bem perto.
# fim de semana oco, mas teve um puta sol.
# um tobogã onde a gente escorregue…
# quero ir ao museu da língua portuguesa.
# na casa das rosas vai rolar um curso de dramaturgia.
# não consegui tempo para me inscrever, mas parece foda.
# saudade de campinas.
# shows: adriana calcanhotto.
# já tem datas na agenda!
# sábado que vem vou levar minha sobrinha ao dentista!
# primeira vez… primeira obturação… 2 anos.
# continuo triste…
# mas as pessoas da sala de jantar estão ocupadas em nascer e morrer.
# estou ficando sem ar.
# as costas doídas.
# carro no auto-elétrico: R$ 250.
# hoje, volto pra casa de ônibus.
# desde que sentada, durmo, leio, ouço, canto, não ligo.
# prefiro nuvens a ônibus.
# vassoura-voadora a metrô.
# todos me indicam o caminho contrário.
# sigo sozinha com meus sonhos.
# sem esperança não vem o inesperado (meu lema atual).
Arquivo para Abril, 2008
# a abelha fazendo mel vale o tempo que não voou. eu gostaria de ter essa sensação no tempo em que estou aqui, sentada, no escritório, oito horas por dia.
MINHAS MARCAÇÕES do LIVRO:
“TEATRO NOVO” – Correia Garção (peça teatral)
aula de amanhã do mestrado—————————-
# quem morreu, já morreu. nós que ficamos façamos por viver; e não se vive sem a fome matar.
# o que digo, digo, pão, pão, queijo por queijo!
# quase sempre vale mais a fortuna que a ciência.
# nem nunca tive coração de pedra, e pouco bastará para mover-me.
# pozzi, paradossi e bibiena traz ali no crânio. a perspectiva na pineal, sede da alma lhe belisca com tal força que em cada pulsação da traca-artéria um teatro magnífico levanta.
# o teatro, depende, mais que tudo, do poeta. que fazem bastidores e instrumentos sem dramas regulares? uma boa e perfeita tragédia, inda despida da magnífica pompa do aparato, tem mais graça e mais força qu’m mau drama no teatro de régio ou de veneza, com soberbas tramóias recitado.
# o essencial do teatro é a composição literária e não o aparato cênico ou a música.
# errado vai quem julga que o teatro só para divertir o povo rude dos antigos poetas foi achado. com mais alto desígnio, atenas, roma, e outras cidades mil o receberam. pode nele ensinar-se à mocidade guardar as santas leis, a fé devida à cara pátria, ao príncipe, aos amigos. pode nele mostrar-se o quanto é feio o pálido semblante da cobiça, da avareza infeliz, da triste inveja. mas para recolher tão grande fruto é necessário, que o poeta em sisuda dicção em frase nobre, com sonoroso verso torneado, exponha ao povo fábulas sublimes, tragédias ou comédias regulares. daqui venho a tirar que no teatro não devemos sofrer drama imperfeito cuja graça consiste na doçura d’afeminada música moderna, na remendada frase de mil vozes bárbaras, ou guindadas, ou rasteiras. longe, longe de nós esta mania: restauremos o português teatro, desagravando a casta língua nossa dos aleives que sem razão lhe assacam.
# quem ao teatro vem, vem divertir-se, quer rir e não chorar.
# com dramas não me meto: os bastidores é só o que me toca.
# e cuido qu’o teatro sem música e sem dança nada vale.

eu tenho siricotico mas não lembro do telecoteco~
passo o domingo escrevendo versos, abrindo a geladeira e tomando coca-cola. a olhei pela fechadura. faz tempo que não chupo uma laranja. uma laranja lima. minha vida não é esta, a que tenho vivido. quero me livrar das horas perdidas. ainda não sou, apenas estou.
SEIS PIN UPS:
http://www.givago.com/pieces/pinups.htm (para ver)
http://www.bluenote.com/myblueberrynights/
para ouvir no REPEAT. quantas vezes suportares~
hoje é um dia assim: oco. sinto fome, como qq coisa e não passa. desejo um sabor que não sei qual. sinto sede, bebo litros de coca-cola, não passa. boca seca. sinto frio e tá calor pra caralho. boto tudo quanto é cd e não acho o som perfeito. sinto vontade de ler, tenho dezenas de livros me esperando e não consigo me concentrar. sinto vontade de conversar, sento à mesa, minha mãe cozinhando não me dá atenção. telefone é caro demais, preciso ficar um mês longe de ligações amigas. oco. se baterem em mim, não sai nada. não sai som nenhum, grito nenhum, voz nenhuma. oco. um vazio que grita, mas só eu escuto.
A um átimo do amo-te temo-te.
A um istmo do íntimo mente.
De cor, somente o silêncio (continente).
E a linguagem, cortejo (périplo).
Mas o amor: arquipélago.
tenho medo de tirar a cutícula. tenho medo de despir-me do que me dói.
ela me manda um email onde pergunta:
“amor ao próximo não é ao mesmo tempo falsidade? o que vc acha?”
# às vezes, penso em como as pessoas me vêem. como elas encaram meu jeito de ser. sei que provoco simpatia ao mesmo tempo estranhamento, curiosidade também. acho que todo mundo já pensou nisso. e sei também que pensar em como as pessoas nos vêem não nos modifica em nada. é duro ouvir: “a primeira vez que te vi pensei que jamais seria teu amigo”. é bom saber: que é possível amizade saudável e duradoura após a primeira impressão.
# sempre quis ter uma mancha despretensiosa de café em um dos meus livros. acabei de pensar nisso e ops!, assim sem querer, como obra do acaso a obedecer a minha vontade divina, uma gota se joga inteira e gorda sobre a página de número 107 do meu fernando pessoa! :)
————não sei o custo do busão. não sei o preço da gasolina, nem do gás. não sei quanto é a conta de luz. o preço de uma lipo pra tirar cicatriz. quanto vale uma puta, um buquê de rosas, uma caneta bic? sábado fui no mercado com minha mãe e reparei que o QUILO do FEIJÃO tá custando R$ 7,00. não sei baseada em quê, mas achei um ABSURDO!
—–são paulo: os automóveis não andam por quê?????????????????