Arquivo para Julho, 2008
# que culpa tenho eu? será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?
# mãe, eu não sou pessimista. sou triste.
——–a voz de billie ecoa nas paredes do apê azul, enquanto elas se lambem fitando o cruzeiro do sul.
# escuto ‘chega de saudade’ umas 20 vezes e não consigo exorcizá-la.
(para jô bilac)
—-cagar estrelas/vomitar grilos/no lugar dos dentes milhos.
—-ela leu um livro da katherine mansfield. tinha ficado estarrecida diante da vida, veja bem, não com a vida, mas diante da. peguei na mão dela e a levei para casa. um sobrado aconchegante que tinha paredes amarelo-gema e que a fez chorar. chorou durante horas. depois subiu e tomou o banho mais longo de toda a existência. desceu e tomou um punhado de remédios grandes e pequenos todos em comprimido e coloridos. ela sentia frio. não estava frio lá dentro. eu gostei de ver o jeito como ela abriu as pernas para sentar-se na cadeira de vime da varanda. tomou uma taça de coca-cola e permaneceu em silêncio… quando ousei falar em sart… ela desabou em choro lento. parecia uma criança.
(há quase 1 mês atrás)
adriana calcanhotto – estréia paulista. alegria de coisa rara. uma MARÉ de sentimentos bons. linda! branca-branca-branca. charmosa-a-a-a. violão/guitarra/agora cello. o ar blasé mais encantador do mundo. fui apresentada como “uma das meninas da marisa”. ela agradeceu muito toda a ajuda. abracei forte e disse: “como é bom estar aqui com você”. me abraçou mais forte ainda e nessa hora me olhou no olho e sorriu tímida. disse: “melhor será a volta!”. quase 40 amigos e familiares na platéia. todos felizes. homens e mulheres (gays ou não) saíram mais apaixonados pela calcanhotto. uma conhecida casada hetero gritou entusiasmada no meio do show: “adriana, vai lá pra casaaaaaaaaaaa!”. a concorrência tá foda.
# fumar maconha e passar a fumaça de uma boca para outra (como num beijo) dá onda ou é só bonito de ver?
# feist parece uma personagem do seriado THE L WORD. toda lésbica, toda linda, toda charmosa. uma shane número dois.
# uma sociedade não faz nada sem ter um
poeta de inspiração.







